Relato da Ideia em um tempo esparramado na tela da retina

ideia

Amanhecer do cinza. Ainda há nuvens, mas não se sabe até quando.

Para os que não conseguiram sair da Terra. Ainda.

O que estamos vivendo é muito inconsequente. A prática da inconsequência está orgânica em todos os corpos, sem exceção. Simplesmente acordar na hora que for e achar isso natural é uma atitude muito egoísta e alienada. Não trago verdades, nem quero. As mínimas possibilidades de um raciocínio devem virar motivo de alvoroço. As possibilidades de todos, sem nenhuma restrição. Pois a sensação de estar sentindo-se bem em qualquer momento instaura uma realidade duvidosa. E isso está longe de ser pessimista. E isso está mais longe de ser realista. A realidade no momento em que estamos é levada de maneira excessivamente relativista. E as consequências também não deixam de ser. Esse lugar no qual apenas instigo umas das questões que estão em aberto e permanecerão. Se assim quisermos. Queremos? Adiante, sigamos, para poder olhar pra trás e ver os erros que serão um ensinamento, por favor.

Amanhecer do cinza? Por quê? Sempre vi cores nas fotografias e filmes em preto e branco. Entendo como uma percepção de se lidar com aquela atmosfera. Os olhos, a recepção, a relação e a criação conseguem ir além. Eu e a obra nos expandimos na realidade pela qual estamos nos interferindo.

E como cada um está enlouquecendo? O normal hoje em dia é ser louco, quando o louco é ser normal. Quebramos os parâmetros. E quebramos para além das verdades e balizas. Os parâmetros viraram sugestões suspensas. Suspensas? Deixo o entendimento para a discussão por provocação. Necessitamos muito disso, os precedentes não bastam. A História parece nunca ser o bastante para nós. E realmente desejo que venham me questionar por essas palavras. E se não o fizerem será a consequência de um desejo frustrado. Algo que nos liga tão diretamente, não importa a distância. A questão é que como nos relacionamos com essa frustração é intensamente diferente. E aí está essa riqueza latente abstrata que sentimos de maneira concreta no espanto das relações. Não relativa. Mas da contradição que interfere e nos acrescenta.

O diferente não é uma negação pura, mas um olhar para a afirmação sob outro prisma.

Então vamos começar um diálogo?

Revisado por Juliana Skalski

SOBRE O AUTOR

Apaixonou-se pela Música para estudá-la, apaixonou-se por alguém para escrever Poesias, para estudar Letras, para estudar Atuação, para estudar Dramaturgia, para estudar Cinema, mas...no meio veio a História, Filosofia, Psicologia, Sociologia, as orgias e a vida que não para de pulsar em toda a sua complexidade tão simples...