O que você faz com o seu preconceito?

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O que você faz com o seu preconceito? Você o ignora? Você finge que ele não existe? Você ao menos se dá conta da existência dele, ou acredita fielmente que ele não reside também em você? Ele se situa apenas nos outros? É uma questão superada para você? Não o nota em seu interior, mesmo que pequenino, ali, no cantinho de sua alma? Se você for parar para refletir, para procurar, você o encontrará.

Por mais mínimo que seja, possuímos todos certo nível de preconceito em nosso ser. Digo aqui de uma maneira geral, bastante ampla. O preconceito reside em cada um de nós. Não adianta negar. O preconceito existe em vários níveis. Há aquele dos intolerantes, dos desarrazoados, dos que manifestam sua idiotice como um ato de orgulho, cujo preconceito é também intolerável. Mas há também aquele nível em menor escala, que muitas vezes se encontra arraigado no âmbito cultural do qual ainda não nos demos conta ou não conseguimos superar. Se pelo menos já foi constatado, pode-se contar como o início de uma vitória, pois a comemoração ampla só pode se dar quando da superação.

Em que ponto o ato de atravessar a rua para evitar cruzar com alguém vindo em sua direção deixa de ser uma cautela visando a própria segurança e passa a ser um preconceito não admitido? Você trata as pessoas da mesma forma independente da cor, da vestimenta ou da aparência delas? Você julga o comportamento das pessoas pela forma com a qual elas se vestem? Você acha que uma pessoa merece ser melhor atendida num estabelecimento em decorrência de seu poderio econômico?

Sinto dizer para os que ainda não admitem que todos temos um nível de preconceito em nosso ser que precisa ser desvelado. Admitir é o primeiro passo. Mas o que soa ainda mais difícil é estabelecer um plano de como e o que fazer com o nosso preconceito. Qual a razão desse preconceito? Ele se justifica de algum modo? Necessita ser superado? Há como ser superado? De que forma pode ser superado?

Eis que fica a singela pergunta: o que você faz com o seu preconceito?

SOBRE O AUTOR

"Paulo Silas Filho é advogado paranaense. Possui especialização em Ciência Penais, em Direito Processual Penal e em Filosofia. Ama a leitura. A busca constante pelo saber gera em si o conhecido paradoxo de que "quanto mais se estuda, mais se percebe que muito pouco se sabe", o que apenas o motiva a ir além, e o caminho trilhado para tanto é o da apaixonante literatura!"