O amor segundo os poetas

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O que é o amor segundo os poetas? Será que é mesmo a única coisa que precisamos igual ao que os Beatles disseram? É infinito enquanto dura como Vinicius de Moraes disse? Fernando Pessoa diz que as cartas de amor são todas ridículas. Na verdade são mesmo. Quando estamos apaixonados ficamos com muita serotonina no cérebro e ele nos faz ver flores em todos os lugares, então quando se escreve algo é de uma forma exagerada. Não se esqueçam de que um dos poetas mais famosos e românticos – Vinicius de Moraes – se casou nove vezes.

Os poetas do Classicismo, como Luís de Camões, afirmavam que o amor, para ser verdadeiro, só iria funcionar com três condições: se ele fosse voluntário, espontâneo e desinteressado. Voluntário no sentido de que a pessoa deve se entregar para que ele aconteça; espontâneo pois ele não pode ser controlado e desinteressado, pois a troca deve ser natural, não se deve fazer nada esperando que haja algo em troca. Como nesse seu poema:

Amor, que o gesto humano na alma escreve

Amor, que o gesto humano na alma escreve,

Vivas faíscas me mostrou um dia,

Donde um puro cristal se derretia

Por entre vivas rosas e alva neve.

A vista, que em si mesma não se atreve,

Por se certificar do que ali via,

Foi convertida em fonte, que fazia

A dor ao sofrimento doce e leve.

Jura Amor que brandura de vontade

Causa o primeiro efeito; o pensamento

Endoudece, se cuida que é verdade.

Olhai como Amor gera, num momento

De lágrimas de honesta piedade,

Lágrimas de imortal contentamento.

Luís de Camões

Mas na verdade o amor é tudo isso. É realmente fogo que arde sem se ver, ou seja, uma alegria imensa e um frio na barriga que não se sabe explicar. É fazer mil poemas de amor, dormir pensando na pessoa, querer vê-la todos os dias, e simplesmente ver que todas essas palavras colocadas no papel em um momento de felicidade foram só um momento, ou seja, que realmente é eterno apenas enquanto dura.

Revisado por Jay Araújo

SOBRE O AUTOR

Estudante de letras, 20 anos, gosto desse humor ácido que existe nas coisas, poderia ficar horas escrevendo sobre meus vícios na terceira pessoa, mas por ora, deixo apenas explícito minha paixão pela sétima arte e pela literatura e espero que com elas seja possível melhorar, um pouco que seja, o mundo. E lógico, como todos tenho meus sonhos, talvez virar a próxima J.K. Rowling ou até mesmo seguir os passos de Shakespeare, ou também, ganhar um Oscar, quem sabe...! Hahaha (acho que agora deu para entender a parte do humor ácido, não é mesmo?).