Site elege as 7 melhores (e mais subversivas) séries da atualidade

Nos últimos anos, com o Boom da internet e das redes sociais, o mundo encontrou novas formas de entretenimento doméstico...

Entre eles, os seriados. Claro que os seriados sempre existiram, mas a qualidade que suas produções vem atingindo é uma coisa totalmente nova que passou a ser explorada a poucos anos.

Séries como Lost, Breaking Bad, True Detective e Game of Thrones foram algumas das que demonstraram que os seriados não são mais apenas uma produçãozinha barata e sem vida a habitar os mundos da televisão.

Pensando nisso, o site Diário do Centro do Mundo decidiu eleger algumas dos 7 melhores, e até mais subversivos, seriados em exibição (ou hiato) na TV atual.

Com certeza, uma lista com ótimas indicações pra quem ainda não decidiu os novos seriado para as férias.

Para conferir basta clicar nas setas acima.

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Lista e Comentários via: Diário do Centro do Mundo

True Detective

Considerado um tipo de “gótico caubói”.

Matthew McConaughey é o detetive Rust Cohle, uma figura enigmática, sombria, guerreiro da estrada existencial. Ao longo de oito episódios, Cohle e seu ex-parceiro (Harrelson) foram reunidos quando um novo assassinato mostrava semelhanças perturbadoras com um caso do passado que era parte vudu, parte perversão sulista americana.

Foi tão bem sucedida que McConaughey está voltando para uma segunda temporada e será acompanhado por vários nomes de Hollywood, incluindo Colin Farrell e Jessica Chastain.

The Honorable Woman

Outra série de TV de oito capítulos, centrada em torno de Nessa Stein, uma mulher que herdou o negócio de armas de comércio de sua família judaica e está usando sua riqueza para militar em favor de uma união entre Israel e Palestina.

Ela tem um plano de instalar um serviço de dados de alta velocidade entre Israel e Cisjordânia, que provoca a oposição de ambos os lados e leva a ataques terroristas.

Com o conflito no Oriente Médio como pano de fundo, Maggie Gyllenhaal faz um retrato glorioso e emocionante de uma mulher lutando para trazer um pouco de luz a um universo muito escuro. Brilhantemente fotografado e agraciado por um texto de primeira classe, recebeu um impulso da realidade pelos recentes acontecimentos em Gaza, mostrando como as grandes tensões permanecem e até onde Israel está pronto para esmagar os palestinos e o Hamas à menor provocação.

Diz Gyllenhall: “Estamos fazendo uma peça de ficção, mas às vezes eu olho para a situação e penso que acredito em uma reconciliação. É aí que a arte pode ser tão útil. Porque, basicamente, eu estava tentando criar um personagem que poderia falar com ambos os lados. Isso é uma fantasia. Mas eu acho que é uma fantasia que vale a pena alimentar”.

House of Cards

Amparado no poder de estrela de Spacey e nos roteiros tensos e emocionantes de David Fincher (diretor de “A Rede Social”, “A Garota Exemplar” e outros), “House of Cards” tornou-se uma sensação internacional. Robin Wright e Kate Mara co-estrelam a série que acabou virando símbolo da ascensão da Netflix e de uma revolução e reinvenção do entretenimento doméstico.

Spacey está diabolicamente fascinante como Francis “Frank” Underwood, o líder dos Democratas que comete atos indizíveis a fim de tornar-se presidente. A segunda temporada foi tão boa quanto a primeira, apesar da perda de um personagem importante em uma das reviravoltas mais surpreendentes que algumas séries já estiveram dispostas a assumir.

Game of Thrones

Após ter completado a sua quarta e possivelmente mais ousada, se não perversa, temporada, o sucesso do seriado da HBO tem uma audiência média global de mais de 15 milhões  de pessoas graças à paisagem medieval pós-moderna e extraordinariamente violenta criada por George RR Martin. O elenco é encabeçado por Emilia Clarke como Daenerys Targaryen, uma deusa-mãe libertando cidades de escravos, tão inspirada quanto Peter Dinklage como Tyrion, o guerreiro maquiavélico de baixa estatura, mas indomável espírito.

Além de Clarke, Dinklage é de longe o ator mais popular da coisa. A série é audaciosa não apenas por seu enredo complexo, mas também pelo sexo desenfreado e a nudez que, mais uma vez, era privilégio do cinema.

Algumas feministas se queixaram de tendência em retratar as mulheres como objeto de dominação e abuso sexual. O dos best-sellers George RR Martin argumenta que retrata um mundo medieval brutal e cheio de relações não-consensuais. Os defensores de Game of Thrones observam ainda que uma das heroínas da atração é o personagem de Emilia Clarke, Daenerys.

Sons of Anarchy

Desde que “Sons of Anarchy” estreou em 2008, ela tem deslumbrado o público com sua descrição inquietante do mundo dos clubes de motociclistas.

O protagonista é Jax Teller (Charlie Hunnam), uma espécie de Hamlet de jaqueta de couro e Harley Davidson.

“Eu cresci com um monte de bandidos” disse Hunnam. “Meu pai e todos os seus amigos eram caras que operavam no outro lado da lei”.

 “Sons of Anarchy” traz um retrato inquietante de uma parte da sociedade americana que é pouco vista na televisão ou no cinema. “A maioria das pessoas diria que os personagens são  bandidos. Mas é uma simplificação. A polícia é tão corrupta quanto eles. São homens e mulheres que aprendem a lidar com problemas com a lei sem acionar a lei”, continua Hunnam.

Sherlock

A série da BBC espectacularmente bem sucedida tem cativado o público, principalmente através do desempenho hipnotizante de Benedict Cumberbatch no papel-título. Sua interpretação do mítico detetive britânico nos tempos modernos é tão viciante como radicalmente subversiva.

O primeiro episódio da terceira temporada foi visto por um terço de todos os lares com televisão no Reino Unido.

Os espectadores estavam desesperados para saber como Holmes sobreviveu depois de aparentemente mergulhar para a morte do telhado do Hospital St. Bartholomew em Londres, enquanto Watson (Martin Freeman) assistia com horror.

Quando Holmes reaparece, é como uma homenagem ensandecida ao texto original de Conan Doyle. O desempenho de Cumberbatch como Sherlock Holmes virou fetiche no Reino Unido e no exterior, algo que ainda causa estranheza ao ator britânico.

Masters of Sex

Baseado em fatos reais, conta a história dos pesquisadores de sexo William Masters e Virginia Johnson, interpretados por Michael Sheen e Lizzy Caplan, respectivamente. Em parte devido à era retratada, em parte devido à destreza dos atores, em parte devido ao assunto, cada cena de “Masters of Sex” revela mais do que as aparências.

À primeira vista, Bill Masters é uma grande montanha de tensão reprimida. Ele é tão emocionalmente desligado de sua pobre esposa Libby (Caitlyn FitzGerald) que em qualquer outra época mais moderna ela o teria deixado.

Bill se entende com Virginia, com quem está tendo um caso, numa combinação de desejo e culpa, atração e condescendência. Ele é um dos personagens mais complexos da hoje.

Por um lado, Bill anseia por respeitabilidade e a admiração de seus pares. Mas também quer ser famoso.

Ele está obcecado com seu estudo controverso, principalmente porque sabe que o trabalho é inovador. Mas tem ciência dos tabus que enfrenta e do risco para sua carreira.

Se Bill Masters vai vencer? “Não há resposta fácil para essa pergunta. Vai levar seis, sete temporadas para respondê-la.”