10 Obsessões de Famosos Filósofos

Todos nós temos nossas obsessões bizarras. Eu, particularmente, gosto de observar os carros passando e imaginar as histórias de cada pessoa dentro deles. Não é tão bizarra quanto as que eu vou apresentar a seguir, mas é uma obsessão. Alguns nomes históricos nos fazem perguntar como eram suas vidas, se suas rotinas eram completamente diferentes das nossas, se seus sentimentos eram mais intensos, ou seus pensamentos mais profundos. Acontece que todos nós somos seres humanos e, por mais que sejamos diferentes, todos nós temos a mesma essência. Cada um de nós tem uma obsessão bizarra. As que eu vou lhes apresentar a seguir são de 10 filósofos diferentes.

Quão bizarra a obsessão de um filósofo famoso pode ser?

1. René Descartes e mulheres vesgas.

Sim, René Descartes tinha uma obsessão por mulheres estrábicas. Segundo ele, teria sido fruto de uma paixão de sua juventude por uma garota que, segundo o próprio, tinha esse ‘defeito’ e deixou em seu âmago por muito tempo essa obsessão. Por vontade própria, conseguiu livrar-se dessa paixão.

 Descartes é conhecido como o pai da filosofia moderna. Criou a Geometria Analítica, o Plano Cartesiano e seus métodos, e fez grandes estudos na área da Epistemologia e da Metafísica. Conhecido pela frase: “Penso, logo existo”.

2. Albert Camus e a morte prematura.

Camus achava que poderia morrer a qualquer momento. Na verdade, Camus achava que poderia morrer a qualquer momento enquanto jovem. Sua obsessão era exatamente essa: achava que a morte chegaria para ele em sua juventude, forçando-o a viver quase sempre em estado de paranóia, aterrorizado, esperando sempre pelo pior. Andava com uma carta de suicídio escrita por um amigo de Trotsky no bolso. Quando ganhou o prêmio Nobel, teve certeza de que aquilo era um sinal indicando o auge de sua vida, e que logo, inevitavelmente, iria morrer.

Camus foi escritor, dramaturgo, romancista e filósofo. Ganhou o Prêmio Nobel de Literatura em 57. Morreu aos 46 anos em um acidente de carro, deixando sua mulher e seus dois filhos.

3. Immanuel Kant e a monotonia.

 

 De 1783 a 1804, Immanuel Kant seguiu a mesma rigorosa rotina. Acordava pouco antes das 5 para beber uma xícara de café e fumar um cachimbo. Trabalhava em suas palestras e escritos até seu início, às 7, e voltava para seu trabalho até a hora do almoço, às 13. A partir daí iniciava sua caminhada que ficaria conhecida como “Philosophengang”, ou A Caminhada do Filósofo. Conversava com alguns amigos e ia dormir às 22, exatamente. Se você reclama que a sua rotina é monótona, imagine a de Kant. E imagine que ele a seguia por pura opção.

Immanuel Kant elaborou o estudo do idealismo transcendental. Estudou a moral e a educação. Foi responsável por elaborar com Laplace a hipótese Kant-Laplace, sobre a criação do Sistema Solar.

4. Søren Kierkegaard e a ira de Deus.

Assim como nosso amigo Albert Camus, Kierkegaard acreditava que morreria cedo. Seu avô teria dito a seu pai que uma maldição havia caído sobre a família: ele veria todos seus filhos morrer antes dele. Isso porque o avô de Soren teria amaldiçoado Deus ainda pequeno. Aos 25 anos, Soren já tinha visto cinco de seus irmãos morrerem, sua mãe e seu pai. Mas mesmo depois da morte do pai, o medo ainda o perseguia. Muitos de seus trabalhos acabam trazendo um reflexo dessa sua obsessão, mostrando esforços para dizer o possível, como se o fim estivesse próximo, como é o caso de um de seus primeiros trabalhos, “Temor e Tremor”.

Soren Kierkegaard atacou a prática religiosa vigente ao se tornar um reformador religioso, contra o poder da religião, que acreditava em um cristianismo simples, baseado na fé. Morreu aos 42 anos, em 1855.

 

5. Karl Marx e o caos.

Marx ficou conhecido por sua desordem e métodos um pouco diferentes quando ia escrever. Ele dava voltas em torno de sua mesa esperando uma ideia vir, e quando essa vinha, sentava-se, escrevia, e voltava a dar voltas novamente. Sua péssima situação financeira também ajudou parte do caos a se instaurar em sua vida. Deixava trabalhos pela metade, adoecia frequentemente e via-se quase sempre em um nível de completa exaustão mental e física, muito pela sua falta de organização.

Karl Marx foi coautor de O Manifesto Comunista, autor de O Capital e um dos mais influentes pensadores do século XX.

6. Friedrich Nietzsche e as frutas.

Nietzsche é bem famoso por seus vários problemas de saúde. Enfrentava dores de cabeça crônicas, náusea constante e um problema digestivo grave, sem contar na sífilis que o matou de maneira cruel. Para tentar se livrar de todos esses males, uma lista de medicamentos foi testada pelo filósofo, e outra de alimentos diferenciados. Acontece que Nietzsche tinha uma obsessão por frutas. Ele simplesmente as adorava e passava um dia inteiro se alimentando só à base delas. Isso, segundo seu médico, poderia ter piorado sua condição, uma vez que se considera uma dieta apenas de frutas algo não muito diversificado, logo, pouco saudável.

Nietzsche é conhecido pelas obras “O Anticristo” e “Assim Falou Zaratustra”, referências da filosofia até hoje, com um legado tão grande que atingiu com força a música, o teatro e o cinema.

7. Voltaire e o café.

Ok, não acho que essa aqui seja uma obsessão tão grave assim. Se for, eu sofro dela, e acredito que muitos de vocês também. Voltaire, segundo consta em sua história, tomava de 20 a 40 xícaras de café por dia, e simplesmente não conseguia largar o vício, e ignorou seu médico quando esse o aconselhou a fazê-lo.

Voltaire foi um dos mais importantes pensadores iluministas, e suas ideias influenciaram muito eventos históricos como a Revolução Francesa e a Independência dos Estados Unidos.

8. Friedrich Hegel e a camisola.

Ao contrário de quase todos os outros filósofos dessa lista, Hegel teve uma vida bem tranquila sem quase nada que o tivesse perturbado muito, exceto pela morte de sua mãe. A única coisa que era um tanto quanto inusitada em sua personalidade era a sua mania de usar sempre dentro de casa sua camisola e sua boina preta. É quase como dormir só de roupas íntimas, ou usar sempre a mesma roupa pra ficar em casa.

Hegel fez estudos profundos envolvendo a Lógica, História, Religião, Metafísica e Epistemologia. Foi o criador do Hegelianismo.

9. Jean-Paul Sartre e os animais marinhos.

Preciso confessar que com essa aqui eu também me identifico.

Jean-Paul Sartre, apesar de mostrar-se sempre uma figura intelectualmente segura e inabalável, tinha um terrível medo de crustáceos e outras criaturas marinhas. Uma pintura que ele vira quando era criança teria o marcado para sempre. Era algo como uma enorme garra saindo do mar. Isso fez com que ele tivesse pavor de sequer pisar em uma praia, pois achava que uma criatura como um polvo gigante o puxaria para a água.

Sartre escreveu “O Ser e o Nada” e “Crítica da Razão Dialética”. Recusou um prêmio Nobel porque considerava instituições feitas pelos homens como agravantes de sua condição humana.

10. Arthur Schopenhauer e os poodles.

Schopenhauer é bastante conhecido por sua escrita pessimista e falta de empatia com outras pessoas. Com o passar dos anos em sua vida, o filósofo foi perdendo contato e afeto com aqueles que o rodeavam. Mas uma coisa sempre, sempre esteve presente ao seu lado, talvez suprindo toda essa falta de contato humano: um poodle.

Não era sempre o mesmo poodle, obviamente. Uma hora ele morria. Mas Schopenhauer deu exatamente o mesmo nome a todos os poodles que teve: Atma, um conceito hindu que significa “eu interior” ou “alma transcendente”.

Arthur Schopenhauer escreveu “A Arte de Insultar”, “A Arte de Ter Razão” e “As Dores do Mundo”. Foi o filósofo que introduziu o budismo e o pensamento indiano na filosofia metafísica na Alemanha.

E você, qual a sua obsessão?

Fonte.

Revisado por: Pedro Dalboni.