Introdução a Ficção Científica: Frankenstein, Jules Vernes, Isaac Asimov e mais!

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Em uma quarta-feira à noite fui assistir a palestra de introdução à ficção científica. Um programa perfeitamente normal se não fosse véspera de feriado prolongado. Eu e mais alguns gatos pingados tivemos a sorte de ser altamente entretidos e instruídos por Claudia Fusco, jornalista, escritora e aficionada por Ficção Científica; tão aficionada que foi fazer pós graduação no tema.

Começou inicialmente contando o contexto histórico que serviu para criar histórias fantasiosas e do que se definiu ficção cientifica, contudo esse é um assunto polêmico, pois não há uma fórmula exata para esse segmento literário. Pediu que refletíssemos já que o assunto era ‘subverter o mundo’ e também as ideias.

A precursora do estilo foi Mary Shelley, famosa autora de Frankenstein, romance publicado em 1818. Tudo começou quando Shelley foi passar o inverno afastada com seus colegas e nas noites de tédio inventaram de criar histórias de terror. A diferença é que a escritora levou a brincadeira a sério e deu continuidade ao personagem durante o ano inteiro seguinte, criando o famoso personagem que virou roteiro de cinema mais de uma vez.

A partir desta brecha, surgiram contemporaneamente Jules Vernes, criador de livros com contos de viagens extraordinárias, e Herbert George “H. G.” Wells que dizia-se escritor de romances científicos. O termo ficção cientifica só chegou ao mercado alguns anos mais tarde, com Hugo Gernsback que era, além de escritor, editor e produtor da revista “Amazing Stories”, apelidada por ele de ‘scientifiction’. Entretanto, o termo teve de ser modificado devido ao fechamento da revista, pois Gernsback não pagava seus funcionários e produtores. Banido do mercado, começou um novo segmento, a ‘science fiction’ propriamente dita.

A era das ideias futurísticas havia chegado. Na mesma década, por volta de 1920, nascem Isaac Asimov, Arthur C. Clarke e Ray Bradbury. Três mestres que definiram os principais estilos. Asimov criou as três leis da robótica e escreveu ‘Eu, robô’, seu romance recentemente adaptado e encenado por Will Smith. Arthur C. Clarke, conhecido por seu escrever metodológico, trouxe uma visão mais pessimista em ‘o fim da infância’ que foi transformado em ‘2001: uma odisseia no espaço.’ Por fim temos o designado poeta da ficção científica, era um romântico que contava histórias sobre histórias; Ray Bradbury escreveu ‘Fahrenheit 451’, filmado no ano de 1966 enquanto o autor ainda era vivo.

Atualmente não é que não há nenhum grande escritor de ficção cientifica, apenas não há uma extrapolação das tecnologias já existentes como dizem os críticos. O mundo tem se atualizado tão rápido que não há tempo de assimilação para criação de novos modelos. Enquanto Jules Vernes já imaginava viagens à lua, hoje temos uma criação pessimista do futuro, como foi apresentado em Wall-E. Talvez seja hora de subverter novamente.

Para mais curiosidades sobre o assunto, clique aqui para ver um quadro sobre a história da ficção científica.

Revisado por Carlos Cavalcanti

 

SOBRE O AUTOR

costumava ser uma engenheira em formação. Ela lê de tudo um pouco, sonha em viajar o mundo a trabalho e escreve por alívio. Totalmente atípica e saltitante coleciona canecas, cartões postais e lápis. Ela pra sempre achará que não escreve: www.elanaoescreve.tumblr.com www.elanaoescreve.blogspot.com