Estreia do filme 50 tons de cinza já tem data marcada!

cinquenta_tons_de_cinza_livro_capa

Ei, você, que adora acompanhar o desenrolar de trilogias e séries. Fã de Crepúsculo, Harry Potter, à espreita da continuação do “Hobbit”, todos vocês que sofrem a depressão de não poder ver mais (ou por enquanto) a adaptação dos seus livros de cabeceira no cinema. Uma solução para preencher este vazio tem previsão de lançamento para agosto do ano que vem, o grande best-seller: 50 TONS DE CINZA!

Calma, contenha-se, sabemos que a felicidade é muita para segurar.

A equipe responsável por esse maravilhoso feito para a história da humanidade é a seguinte:

Produtores: Michael De Luca e Dana Brunetti (famosos devido ao premiado “A Rede Social”)

Direção: Sam Taylor-Johnson

Roteirista: Kelly Marcel

Elenco: Ainda não foi definido, mas querem dar a oportunidade para suas “deusas interiores” palpitarem sobre o Christian Grey que lhes tornarão submissas(os) por, no mínimo, uma hora e meia?

Com certeza há os que dirão que não se deve criticar uma “obra” sem antes conhecê-la. Bem, antes de iniciarmos essa parte, vale mencionar que a distribuidora é a Focus Features e a Universal investiu nada mais nada menos que 5 milhões DE DÓLARES, em março de 2012, pelos direitos autorais.

Deixo a cabo do leitor pesquisar um resumo sobre a trilogia e afirmo que eu a li.

Antes de gastarem seu precioso dinheiro, deixo um aviso: foram as piores 1500 páginas que já li na minha vida e eu te admiro, E. L. James, realmente, por ser capaz de escrever três livros que dizem absolutamente nada sobre sadomasoquismo e distúrbios psicológicos causados na primeira infância.

Para quem não sabe, “50 tons” surgiu a partir de uma fanfic sobre Crepúsculo. Fanfics são histórias que os fãs montam com base nos seus personagens favoritos e são postadas em blogs e fóruns.

Há autoras de 14 anos que escrevem melhor que James, mas elas não são produtoras de canais ingleses e por isso perdem a chance de serem publicadas. Eu procurei UM capítulo que pudesse me agregar algo além do “como não fazer” e esse único seria a consulta de Anastácia Steele com o psicólogo de Christian. Não preciso comentar que E. L., ou Erika Leonard, desperdiçou a chance de aproveitar o ensejo, certo?

E o motivo de fazer sucesso? O depoimento mais plausível que encontrei, por ironia transmitido em um daqueles programas insuportáveis que passam à tarde, relatava que 50 tons era apenas uma continuação de séries que influenciaram a grande massa a ler. Pela sequência lógica seria: a mágica e o amor em Harry Potter, depois os hormônios e impulsos de Crepúsculo, para finalizar com o sexo explícito de 50 tons.

Muitas coisas são perdidas na tradução, à exemplo do trocadilho do título: Original “50 shades of Grey”, que na verdade seria 50 tons/sombras de Grey. O caso é que em português Grey não tem o significado idêntico para “cinza” e para o sobrenome do protagonista.

Um ponto forte deu-se quando ela citou Villa-Lobos, pois isso modificou a imagem do Brasil perante o mundo, em contraposição aos índios selvagens de Stephenie Meyer.

Enfim, algo que me preocupava sobre uma futura adaptação para o cinema é o fato de muitos menores de idade terem acesso à trilogia. Em face do conteúdo, eles seriam barrados pela censura do filme?

Essa data de estreia é a previsão somente para os EUA, então no Brasil ainda há uma (pequena) esperança de não sermos obrigados a aturar filas imensas por causa de 50 tons.

A diretora é mais conhecida por realizar curtas ao invés de longas, portanto, o que esperar dessa nova experiência? Se conseguirem aguentar até o final, paguem pra ver – literalmente.

 

Revisado por Carlos Cavalcanti

SOBRE O AUTOR

17 anos, paulistana que adora frio e tem TOC por comprar livros. Quer abraçar o mundo e às vezes esquece de coisas como vestibular. Ama dança acima de tudo e sofre pela desvalorização da arte no Brasil; além de ter ataques quando vê erros gramaticais. Apoia a ideia da “geração literatortura” e vive em crise existencial por causa de determinados autores.