Evangélicos se recusam a apresentar projeto sobre cultura africana, no AM

Professores se reuniram para debater questão  (Foto: Tiago Melo/ G1 AM)

Por Gustavo Magnani,

Esta matéria não estava nem em pauta hoje. Mas, devido ao alto número de leitores que me enviaram, quando vi do que se tratava, bem, achei necessário trazer para cá. A notícia é retirada do G1, portanto, quem já leu, pode pular até a parte em que discutiremos:

Cerca de 14 alunos evangélicos da Escola Estadual Senador João Bosco Ramos de Lima protestaram na frente da instituição nesta sexta-feira (9) contra a temática proposta na sétima feira cultural realizada anualmente na escola.

De acordo com um dos alunos, Ivo Rodrigo, de 16 anos, o tema “Conhecendo os paradigmas das representações dos negros e índios na literatura brasileira, sensibilizamos para o respeito à diversidade”, vai de encontro aos preceitos religiosos em que acredita. “A Bíblia Sagrada nos ensina que não devemos adorar outros deuses e quando realizamos um trabalho desses estamos compactuando com a idéia de que outros deuses existem e isso fere as nossas crenças no Deus único”, afirmou o aluno.

Para a professora coordenadora do projeto, Raimunda Nonata, a feira cultural tem o objetivo, através da literatura, de valorizar as diversas culturas presentes na constituição do Brasil como nação. “Através deste projeto podemos proporcionar um debate saudável sobre a diversidade étnico-racial brasileira. Mas não foi isso que aconteceu”, disse a professora.

Segundo a professora, os alunos se recusaram a ler livros clássicos como ‘Ubirajara’, ‘Iracema’, ‘O mulato’, ‘Tenda dos Milagres’, ‘O Guarany’, ‘Macunaíma’, entre outros, por apresentarem questões como “homosexualidade, umbanda e candomblé”.

Segundo a diretora da escola, professora Isabel da Costa Carvalho, os alunos montaram uma barraca sem a autorização da direção na qual abordaram outra temática que fugia à proposta inicialmente. “Eles montaram uma tenda com o nome ‘Missões na África’ na qual abordavam a evangelização do povo africano em seu próprio território”, explicou a diretora. A diretora afirmou ainda que a atitude dos alunos desrespeita as normas e o plano de ensino da escola.

Alunos realizaram mostra paralela, chamada 'Missões na África' (Foto: Tiago Melo/ G1 AM)
Alunos realizaram mostra paralela, chamada ‘Missões na África’ (Foto: Tiago Melo/ G1 AM)

Outra estudante, Daniele Montenegro, de 17 anos, argumentou que desde o 2º bimestre os alunos vem apresentando a proposta à direção. “Desde o início do ano que tentamos falar com a diretoria e eles nos negaram uma reunião pra discutir o assunto. Somente nos proibiram de apresentar outro tema. Fomos humilhados em sala de aula por colegas e pelo nosso professor de história”, contou a estudante.

A feira cultural, que teve sua primeira edição em 2006, aconteceu na quarta-feira (7) e nesta sexta. Ao final dela, pais, professores, coordenadores, alunos, representantes de turma se reuniram para debater a questão. “Minha filha é uma das melhores alunas da sala e por preconceito por parte dos professores, a nota dela e da turma da ‘Missões na África’ foi reduzida abaixo da média”, afirmou dona Wanderleia Noronha, mãe de Stephane Noronha, de 17 anos, do 3º ano.

Ao final da reunião, o conselho escolar decidiu por mais uma reunião, a ser realizada na proxima semana, que contará com agendes da Seduc. “Discutiremos como ficará a questão das notas dos alunos. Se será necessário fazermos uma avaliação diferenciada para eles ou se avaliaremos o projeto ‘Missões na África'”, afirmou a diretora. [Retirado do G1]

Ontem (09/11/2012) foi ao ar uma excelente matéria do colunista de filosofia sobre liberdade de expressão. A leitura é mais do que indicada e linkarei a matéria no final desta. Uma das conclusões que pode-se tirar é que as pessoas deveriam ser livres para dizer o que pensam e, caso tenham um pensamento racista [como ele usa de exemplo], deveriam ser ensinadas ou ouvir as “provas” de que sua opinião não é correta. Mas, digo também que, como vivemos em sociedade, tais pessoas terão de arcar com as consequências. Nada mais natural. Toda aquela história de ação gera reação etc.

Pois bem, os alunos possuem direito em se negar a fazer o trabalho? Sim, com certeza. Todavia, os professores possuem o direito em dar-lhes uma nota negativa. E nós possuímos o direito em discutir o assunto. A proposta do projeto escolar não é “converter” ninguém às religiões africanas ou, quiçá, ao homossexualismo. Como disse a professora, o objetivo era “proporcionar um debate saudável sobre a diversidade étnico-racial brasileira”  através da literatura. E você apresentar um projeto de “Missões Evangélicas na África”, pelo amor de deus, foge completamente ao tema [pra não dizer que é, de certa maneira, controverso]!

O jovem Ivo Rodrigues disse: “A Bíblia Sagrada nos ensina que não devemos adorar outros deuses e quando realizamos um trabalho desses estamos compactuando com a ideia de que outros deuses existem e isso fere as nossas crenças no Deus único“. OI? Você realizar um trabalho significa que acredita e compactua com aquilo? Ai de quem estuda o racismo! Ai de quem estuda a inquisição! Aí eu começo a me perguntar: onde está a “rocha”, citada na “Bíblia Sagrada”, na fé desses indivíduos? Porque, se na concepção deles, estudar determinada cultura os fará compactuar com outros “deuses’, por favor, não há certeza nenhuma nessa crença evangélica desses estudantes [e não estou dizendo que uma crença deve ser forte e irredutível, estou apenas partindo do pressuposto deles].

Ou seja, além de mostrar um “xenofobismo religioso”, um etnocentrismo, ainda salienta uma contradição pessoal: “não vamos estudar esses temas para não sermos convertidos”. Que bela ‘fé na rocha’ em! Se um mero projeto pode converter esses cidadãos, que eles não saiam de casa. Reforço mais uma vez: não estou dizendo que uma fé deve ser irredutível. Estou partindo do pressuposto deles. Outra coisa que devo reforçar: eles possuem o direito de não se submeter ao projeto. Todavia, estão na escola e a escola é, supostamente, um lugar de aprendizado, onde se estuda várias culturas [inclusive a cristã e a judaica], na ideia de que, assim, o ser humano aprenderá mais, terá contato com tantas outros ensinamentos que podem ajudá-lo como ser humano e profissional.

E, estudar a cultura negra é parte do currículo escolar. E, estar na escola é obrigatório por lei. Ou seja, legalmente falando, você é sim obrigado a estudar diversas culturas. De maneira alguma os rituais e as crenças lhe são impostos, mas, o estudo, sim. O assunto dá muito pano pra manga, inclusive na questão da liberdade de expressão. Todavia, como o João tratou disso essa semana, não quis me prolongar no assunto, pois é apenas ler o texto e encaixar no contexto da notícia. A questão é que: o projeto não fere nenhum direito religioso e, se não for cumprido corretamente, deve sim ser dado uma nota baixa. Não é porque é evangélico, negro, gay, católico, budista, que deve ter privilégios e ser avaliado de uma maneira diferente, quando o único argumento é de que “não farei isso porque posso ser contaminado”.

E que ainda fique bem claro: o  projeto é completamente diferente do que uma aula de “Ensino Religioso” onde, muitas vezes, a professora está lá para pregar o cristianismo [eu tive aula de E.R, mas, minha professora jamais se fixou numa doutrina cristã. Pelo contrário, abordávamos de tudo - e, curiosamente, ela é mãe do Gabriel, colunista de História -]. Nesse caso, de pregação, o aluno tem todo o direito de não se submeter. Todavia, num caso de estudo cultural, ele deve ser punido com nota baixa, de acordo com os critérios de avaliação do professor. – e ainda deveria ler alguns escritores, para tentar abrir um pouco a mente.

A matéria deve gerar uma boa discussão. Espero que tenham gostado da exposição e dos argumentos apresentados. Aguardo os sempre excelentes comentários. No mais, não esqueçam de curtir/compartilhar e claro, se possível, votar no literatortura para topblog2012! – segundo turno [último dia!]

Coluna de Filosofia, matéria citadaLiberdade de Expressão

obs: acho extremamente importante salientar que o grupo de estudantes não representa a totalidade dos evangélicos. E também saliento que não tenho nada contra o segmento religioso. Tenho amigos e familiares muito próximos que participam de congregações.

obs2: pode parecer que não, mas tive que ser sucinto e me conter em muitos aspectos da matéria. Caso contrário, ela ficaria ainda maior haha.

Selecionei 3 comentários no G1 que me chamaram atenção e podem prevenir alguns esquentadinhos:

Erick Coelho: Espera aí!!!! Qer dizer qe defesa e respeito à diversidade vale apenas p/negros, índios, gays? E os evangélicos não merecem respeito às suas crenças? Se é uma escola evangélica qe proibisse a apresentação de outras religiões seriam condenados a morte, mas o contrário não pode, evangélicos tem obrigação de respeitar a todos, mas e o contrário? RESPEITO, DINHEIRO NO BOLSO E CANJA DE GALINHA NÃO FAZEM MAL A NINGUÉM! Quem quer ser respeitado, antes de tudo respeita! Respeitem os evangélicos porque o senso prova que existem, fazem parte de um país com uma diversidade imensa de crenças!

nenhum evangélico foi desrespeitado no projeto. Em momento algum!

Ronilson VianaParabens a esses jovens que assim como Sadraque, Mesaque e Abedenego, se recusaram a adorar a estátua do Rei Nabucodonozor e foram lançados na fornalha, mas lá dentro da fornalha já estava o QUARTO HOMEM, Jesus para os livrar. Parabéns, o nome de Jesus foi certamente glorificado!

Bela analogia:

Daniel 3:10 Tu, ó rei, baixaste um decreto pelo qual todo homem que ouvisse o som da trombeta, do pífaro, da harpa, da cítara, do saltério, da gaita de foles e de toda sorte de música se prostraria e adoraria a imagem de ouro;
Daniel 3:11 e qualquer que não se prostrasse e não adorasse seria lançado na fornalha de fogo ardente.

Realmente. A escola ameaçou os alunos caso eles não se prostrassem aos deuses africanos [...]

Ricardo Aguiar: Nunca vi dizer que um professor passou um trabalho falando sobre a cultura evangélica! Isso é um país laico? Que pais é este que não temos liberdade nem respeito pra decidi o que devemos ou não fazer? Se pedíssemos para fazerem um trabalho com musicas evangélicas ou até mesmo um trabalho de pesquisa dentro de uma Igreja Evangélica será que iriam? Falar é fácil difícil é está em nosso lugar onde na verdade nós é quem somos desrespeitados!

Sim. É um país laico, mas que favorece a religião cristã em sua totalidade. Liberdade, bem, afirmar que temos em sua totalidade, hum, acho que não. Mas, não vou me ater nisso porque já falei bastante ao longo do texto. E, se o professor abrir para que “os alunos decidam qual trabalho fazer’ [o que acho esquisito, assim, aleatoriamente], duvido que proibiriam. Claro, não adianta o trabalho ser sobre a cultura africana e aí sugerir fazer uma pesquisa sobre a Missão Evangélica na África… Seria esquisito demais… – ops!

*****

O Literatortura foi para o segundo turno graças a vocês! Todos os votos são zerados, por isso, pode-se votar novamente. Vote no literatortura para TOPBLOG 2012: Mais informações clique aqui.

_______________________________________________________________________________________________________

 

Gustavo Magnani, estudante de Letras da UFPR, proprietário do literatortura.
Está revisando o primeiro livro, mas sente dificuldades hercúleas para escrever uma bio. [e, como pode-se notar, adora metalinguagem]

SOBRE O AUTOR

idealizador e administrador do site, da Revista e da página Literatortura; seu primeiro livro: "ovelha - memórias de um pastor gay" será publicado no início de 2015, pela Geração Editorial.

Comentários

  1. Daniel Corbettta disse:

    Legal falarem que foram desrespeitados, que estão sendo doutrinados à cultura africana, mas o que fazem é exatamente isso. Se todos devem ser respeitados por suas crenças, por que pessoas de outras religiões, leia-se cristianismo, vão a África para tentar convertê-los? Cadê o respeito com o que eles acreditam? Chegará um dia em que não poderemos respirar, pois vai desrespeitar alguém. Estamos indo para a era Fahrenheit 451, onde os livros serão proibidos, por acabar com a felicidade, ou ferir, de outrem. TRISTE!
    PS: Eu como professor daria 0.

  2. Taty disse:

    Dei aula em uma escola onde foi proposta uma gincana para a semana da consciência negra. A maioria dos professores eram evangélicos e não aceitaram uma prova da gincana que era a de pesquisar sobre algum deus de religiões africanas.( pesquisar , não se prostrar como disseram aí, viu?).Muitas vezes quando chegava na sala dos professores e se ouvia o batuque dos tambores da aula de capoeira, alguns logo rejeitavam dizendo odiar aquele som de macumba, reprendendo com suas palavras como fazem o tempo todo com qualquer manifestação dessa linha.Fazem isso em seus cultos, nas ruas, na internet, e onde puderem estão repreendendo a tal da ”macumba” que parecem nem saber do que realmente se trata por puro medo de estar sendo contaminado. O que observo tbm É que nos cultos nas casas de axé ninguém fik gritando ”repreenda Jesus” ”repreenda esses cristãos, essas igrejas”. Diferente da maior parte das igrejas evangélicas. Eu fico realmente chocada como as pessoas podem conseguir paz espiritual apontando e julgando outra FÉ. Parece mais uma guerra espiritual.Acredito que os estudantes tem o direito de recusar a fazer o trbalho. Mas esse fato só demonstra o que é nossa sociedade: a continuidade da história, do massacre europeu aos negros africanos e aos índios brasileiros, a sua cultura sua liberdade e seu território. É a prova de que o Brasil foi muito bem colonizado, docilizado e catequisado!!!Seria bom que muitas pessoas que crêem tanto na Bílbia ( creem mais do que lêem né), dessem uma boa estudada nos livros de história. Mas estudar mesmo, né só reproduzir não. E refletir : pq nossa história é dada como se fosse a continuidade da história da Europa? Pq a história desse país não é a continuidade da história dos negros, da África, dos índios? ACORDA GENTE !!!

  3. Juliana disse:

    A parte mais estranha da reportagem para mim foi essa: Segundo a professora, os alunos se recusaram a ler livros clássicos como ‘Ubirajara’, ‘Iracema’, ‘O mulato’, ‘Tenda dos Milagres’, ‘O Guarany’, ‘Macunaíma’, entre outros, por apresentarem questões como “ homossexualidade, umbanda e candomblé”.
    Fiquei imaginando uma queima de livros clássicos do nosso país com esse comentário, dos alunos, é tão absurdo que realmente fiquei assustada com o fanatismo dessas pessoas.

  4. Vinicius Padovesi disse:

    Acabei de ler o texto, e me sinto obrigado a comentar. Sou Cristão Católico Protestante, vulgo Evangélico, e não concordo com a atitude desses adolescentes. Nunca me recusei a fazer qualquer trabalho na escola que envolvesse outras religiões, inclusive gosto de estudar outras religiões, e, nem por isso tive minha fé abalada, os preceitos bíblicos em qual eu acredito não foram em momento algum “feridos”. A Bíblia ensina que não devemos cultura outros Deuses, mas também nos ensina a não fazer acepção de pessoas e credos, mas, fanatismo é único e totalmente de indivíduo para indivíduo. O nome de Deus foi glorificado? Não sei onde. O nome de Deus foi posto a escândalo, isso sim. Estudei numa escola evangélica, onde tínhamos ensino religioso onde éramos induzidos a seguir a doutrina deles, e éramos obrigados a ir ao teatro da escola tomar “Santa Ceia” todos os meses, independente de religião. Ninguém condenou a escola por essa atitude totalitária, mas, falando em condenação, as igrejas evangélicas condenam e excluem gays, tatuados, alargadores, e qualquer um que seja/tenha algo diferente. Infelizmente, essa é a mentalidade dos Cristãos, e isso é que fere a moral Cristã, que nos torna tão mal falados, que acabam deixando uma imagem conturbada do que realmente nos fala à Bíblia. Vamos abrir a mente, buscar conhecimento, e largar de lado essa ignorância ridícula. Enfim, apoio totalmente a atitude da escola em diminuir a nota desses alunos. Ah, nós estamos sim num país laico, mas que ainda sofre com fanatismo, em sua totalidade religiosa.

    1. Diana Brandão disse:

      Enfim…uma pessoa de bom senso…

  5. Sou evangélica de berço, mas fico chocada com umas coisas dessas… Afirmo que isso é puro fanatismo. E medo. Atualmente as igrejas cristãs se sentem ameaçadas com o crescimento das outras religiões. Religiões essas que sempre existiram, muitas antes do próprio cristianismo, mas que sempre foram oprimidas. Nas igrejas ouvimos que em nenhum outro tempo existiram tantos cristãos como agora. Realmente, nunca ouvi falar tanto de Deus por aí, mas vejo coisas destorcidas, totalmente destorcidas. Mas também nunca ouvi falar de tantas outras religiões, acho que pela liberdade de expressão, vemos o que nos escondiam antigamente. Quando criança, agente tinha medo de espírita, porque supostamente eles faziam macumba. Mãe e pai de santo então… agente nem dormia a noite, se passasse perto da casa de um. Agente cresce ouvindo sobre o amor ao próximo, sobre o respeito, sobre Jesus amar todos os filhos, mas na prática é outra coisa. Agente aprende que se você for numa festa católica é pecado, se você tiver um amigo espírita é pecado. E eu entendo isso como medo, e como o Gustavo citou, não acredito que isso seja uma fé firmada na rocha. No caso desses alunos não é diferente, é o que foram ensinados, e o que mais me deixa pasma, é que gostam de serem como marionetes. Aceitam aquilo como verdade absoluta, não abrem a mente, e se parar para analisar, no mínimo eles são cristãos porque sua ascendência era e não porque eles acreditaram que aquilo era o certo, acho que não foi lhes dados o poder de escolha e o que choca é que eles querem que sejam assim. Vejo preconceito por parte deles, se eles não podem ler um livro que serão convertidos (e isso é uma catástrofe, porque se setem ameaçados por olhar para outro horizonte, ouvir uma opinião diferente, aceitar a diferença do próximo) porque os africanos tem que serem convertidos? E se eles não quiserem? E se eles recusarem a ler a bíblia porque a religião deles diz que eles não podem compactuar com outros deuses? Eles se sentem vítimas de preconceito, mas eles o praticam. O assunto realmente da muito pano pra manga… Eu só me pergunto a que ponto isso vai chegar…

  6. Luciana Jasmim disse:

    Reclamar de estar sendo doutrinado, e fazer um trabalho sobre as “missões” na África? Claro que isso faz muito sentido… só não sei na cabeça de quem! Eu apoio a educação de base de qualidade, e acho que a diversidade, seja lá me que sentido, deve sim ser apresentada a todos, para que TODOS tenham respeito e sejam respeitados. A ignorância é um mal, e deve sim ser sanado, aceitá-la com o disfarce de doutrina religiosa não é uma opção para uma sociedade que pretende continuar se desenvolvendo, muito menos para um estado que tem a obrigação de ser laico. Se esses argumentos fossem válidos seriam usado ao menos pela maioria das igrejas evangélicas, o que não me parece ser o caso.
    Os alunos devem sim ser penalizados pelo não cumprimento da proposta acadêmica, como seriam em qualquer outro caso. Religião não é desculpa para não aprender. Você pode muito bem discordar do que aprende, isso não é proibido. Mas promover a ignorância ou desconhecimento com certeza não é papel da escola ou de um professor. Ademais, por mais que os clássicos literários citados falem de outras religiões, seus autores não eram religiosos (alguns até eram, mas eram cristãos!) , e nunca tiveram a intenção de converter ou doutrinar ninguém. Se algum dos que reclamam tivesse se dado ao trabalho de ao menos saber do que estão falando, se algum deles tivesse enfrentado o “medo” dos livros, essa bobagem toda nem teria entrado em pauta. Só nos falta agora sermos obrigados a institucionalizar a ignorância e o preconceito. O que virá depois?
    Aliás… medo de livro me lembra muito outros casos de fundamentalismo religioso. Ops, desculpa! Fundamentalismo religioso não existe no Brasil, não é mesmo?

  7. Aline disse:

    E estudar que é bom?
    Nada…………..

  8. Heliana dos Santos Protazio disse:

    Puro preconceito e fanatismo.Até Quando iremos ficar sendo julgados em nossa religião por ,não todos,grupos de evangélicos fanaticos que vivem no medo,até da sombra.Acho que a nota do grupo deveria permanecer a mesma por fugir o trabalho feito do tema proposto.Quanta ignorancia se está colocando na mente desses jovens!Sou espírita Kardecista e somos completamente por parte dessa religião achincalhados sem conhecerem o que prega o espiritismo,mas nem por isso deixo de acreditar na minha fé,pois ela deve ser racional e religiosa.Amei a reportagem.Sou do Pará.Com muito orgulho!E fora o preconceito religioso !

  9. Camila disse:

    Se fossem meus alunos receberiam um zero. Justificativa: fuga ao tema. Ponto, não tem o que esses alunos ou pais discutirem. Eles escolheram não fazer o trabalho, direito deles, mas as consequências existem, seria injusto com os outros alunos fazerem dois pesos e duas medidas. É dever da escola preparar o aluno para o contato com o mundo e nada justifica a recusa a pesquisar e participar da discussão de um tema.
    Aliás, sou evangélica e estudei em uma escola cristã por uns dois anos e em um desses anos a escola fez uma feira cujo tema era justamente a África. Cada turma ficou responsável por alguns países, abordando cultura, história, geografia, moda, culinária e, sim, religião. Ninguém saiu morto nem ferido, mesmo os pais mais conservadores e “cabeças fechadas” – considerando que quase a totalidade dos alunos eram evangélicos e os demais católicos – respeitaram a proposta e a acharam interessante.

  10. Prisscila disse:

    eu como professora daria um zero bem redondo, a proposta é uma e pronto… o que está sendo trabalhado é uma questão que está na lei. Se a escola tem que trabalhar a cultura africana, assim tem que ser. A missão evangelizadora na Africa faz parte da escravidão e hoje como todo mundo está careca de saber não se trabalha mais os religiosos como libertários de nenhum povo… quando falo escravidão, cito o seguinte: quando vou a um país desrespeitar a cultura, crenças e ideologias querendo impor aquilo que eu considero certo, estou escravizando aquele povo… Eu até aceitaria um trabalho que fosse contrario a evangelização… mas não um prol a ela. Pois eu mesmo sendo católica, me nego a evangelizar quem quer que seja… até as famosas orações antes de inicio das aulas ou antes do lanche me nego a fazer, para não cometer o erro a submeter os nãos cristãos a minha fé…

  11. Ranny Barros disse:

    Não sabem o quanto me envergonha ver isso tendo repercussão nacional. Eu sou aluna da escola, faço esse projeto desde meu primeiro ano, fui líder no primeiro e no terceiro ano e poderia falar tudo, mas resumindo: é triste. Isso não aconteceu só agora, no nosso segundo bimestre, onde há a primeira defesa do projeto, houve o grupo que não o fez e alegou que “os cristãos de verdade não fariam tal projeto”. Agora tudo só piorou.

    Parabéns pela matéria Gustavo, foi boa e me mostrou o quão séria está a situação disso tudo.
    Eu sabia que não pararia no que aconteceu nos segundo bimestre. Agora é só esperar que as coisas não piorem.

  12. Bruna Fernanda Brosco Meirelles disse:

    Religião, mais uma vez fazendo lavagem cerebral nas pessoas!!
    Desde os primórdios religião tem sido ferramenta de controle de massa ; defendendo interesses, criando preconceitos e tornando as pessoas menos racionais!!
    Sou evangélica porque me sinto bem no ambiente em que me encontro, mas acredito que Deus é o único capaz de me dar o que preciso e não os preceitos de uma igreja, suas paredes ou seus líderes … Não é um livro escrito por homens nem ao menos palavras por ele proferidas!!
    Se é pra citar a Bíblia como fundamento do que eles se negaram a fazer … Deus nos ensina a amar o próximo, fazer o bem sem olhar a quem, respeitar todas as pessoas ( o que não significa compactuar com nada – dizer que existe tal crença em tal povo, não significa que você acredite).
    Bora estudar um pouco mais e deixar de ser ignorantes e intolerantes …
    Obrigada lindos alunos por colaborarem com a visão bagunçada que as pessoas têm dos evangélicos!!

  13. Thales Andrade disse:

    Inacreditável o nível de alienação, tristes jovens sem sede de informação, justo em uma era onde o saber é extremamente necessário .Se não querem ler os clássicos da literatura, bom, não sei como vão passar no vestibular. Pior ainda foi o comentário infeliz do sujeito que disse ” Nunca vi dizer que um professor passou um trabalho falando sobre a cultura evangélica! ” Eu ,pelo menos, estudei sobre a vida e os feitos de Lutero, e acredito que isso esteja no currículo escolar, pois é um marco importante da história, além de ser o criador da igreja evangélica.

  14. André Luis da Silva Santos disse:

    Lamentável. Sou historiador e vejo com muita tristeza o avanço de certas posturas religiosas no Brasil. Falo isso porque essa intolerância religiosa no fundo também tem viés racial. Fundamentalismo religioso é um dos maiores retrocessos intelectuais que podem existir em um país e é nisso que esse tipo de coisa termina. Lamentável…

  15. Alexandre T. Sztyber disse:

    Religião é comércio e creio que é isso que traz as intolerâncias. Pastores temem perder seus seguidores. Alguns líderes montam os esquema na cabecinha de suas ovelhas para o radicalismo e a “purificação da raça” tudo constando na Bíblia e na interpretação livre. Parece coisa de radicais políticos que devem ter deixado gérmens da insanidade e do terror.

    Há alguns anos comecei um belo debate (no sentido de nível) num blog de uma evangélica que falava sobre relacionamentos amorosos e que uma crente nunca deveria se apaixonar por alguém “do mundo” e usava outro adjetivo que me deu uma revolta pela discriminação por ser tão tola. Colocam o crente evangélico como um ser inato à imperfeição – ilusão!

    Eu por declarar ter nascido num lar católico e espírita por opção atual seria um ser desprovido de caráter e não concordava com a idéia. O mal que vomitava suas qualidades travestido de ovelha – um tarado querendo pegar crentes desavisadas… Ah, me poupem! O evangélico não é santo e eu, por ser roqueiro, não sou maconheiro sócio do capeta. Tenho personalidade, mesmo não sendo das melhores, não sou influenciado por maluquices alheias e rostinhos bonitos ocos. É isso que falta para o pessoal que acha que qualquer contato com algo que lhes é vil irá influenciar – tem que amadurecer a consciência.

    Pessoas que deixam supostos líderes espirituais comandar suas vidas escolhendo pares, roupas, comida, diversão, são livres para aceitar o que mais lhes agradam e devo respeitar quem pensa assim, pois se fosse para citar a Bíblia a todo momento eu diria ser isso o livre arbítrio e acrescentaria que cada um receberá as consequências de suas escolhas.

    Essa intolerância não é Cristã. Nunca soube que Jesus abandonaria um leproso,um viado (opa, num mundo politicamente correto não posso usar o termo – mas posso pensar), um macumbeiro ou um ladrão – para encurtar a lista: Por que nós sim?

    Infelizmente não achei o tal blog e o procurei muito antes de postar esta opinião. Foi uma participação muito interessante de todos lá.

    A gente vê tantas coisas erradas entre todas as religiões que devemos sempre ter em mente que não é devido a um padre tarado ou um pastor sacana ou ainda atitudes egoístas de alguns seguidores que a instituição deveria pagar, mas paga. Infelizmente! Acho que isso pode transformar o que conhecemos hoje para a melhor lá no futuro. A espiritualidade livre – sem dogmas ou sentimentos de culpa por tudo que pensa ou deixa de pensar.

    Quanto aos alunos? Muito triste para mim, mas não é culpa deles. Espero que se conscientizem que apesar do mundo bem perigoso, sem humildade, tolerância e caridade não há salvação. A salvação de fato, não a ilusória egoísta.

  16. Nayla disse:

    Primeiramente fiquei de queixo caído com o que li na reportagem do G1. Acho que a matéria poderia ter se aprofundado um pouco mais, pois esse tema é importantíssimo. Segundo que fiquei feliz em ver essa discussão aqui, afinal é fantástico ler a opinião de muita gente consciente e que constrói uma ideia bastante coerente com o tema, sem partir para grosseria e também sem ser fanático, mas principalmente sem o “wannabecult”, apenas mentes pensantes.
    Fiquei decepcionada e com ~vergonha alheia~ desses alunos de mente pequena. Como ousam argumentar que ao ler sobre outras culturas e religiões irá ferir a crença em seu Deus? Sinceramente, para Ele isso deve ter sido uma tremenda vergonha de sua criação.
    Me enfurece saber que em tantas e tantas vezes a religião, seja ela qual for, acaba por ser um pretesto para estragar a pessoa que não sabe interpretar bem as coisas ensinadas em tal fé. Fico indignada ao ver pessoas fazendo tantas escolhas absurdas e culpando uma doutrina por isso. Mas, enfim. É triste apenas.
    Espero que a nota desses alunos permaneçam como a professora achou que deveria ser e que a sociedade não se envergonhe mais fazendo “protestinhos” pra aumentar a nota deles.

  17. Damp disse:

    Fácil, zero para eles a ação disciplinar exemplar! São sementes neonazistas.

  18. Juliana disse:

    Primeira santa brasileira…. a santa ignorancia

  19. que nome dar a isso? preconceito seria muito próprio. e o pior deles . ligado a religião que é o maior motivo de todo tipo de atrocidades,mas se eles estivem certos e se não devêssemos “compactuar “com atividades de outra fe? ja imaginou se cada ser so tivesse contato com seus iguais? e se todos de repente resolvessem não se misturar? kkkkkkkk ha muito tempo observo que donos de lojas evangélicos só contratam para trabalhar funcionários da mesma fé, e porque não foram processados? sabe que eu acho? que deveriam também só vender para clientes da mesma fé. o mundo esta próximo do fim . eu já escuto seus sinais.

  20. Posso entrar no beiral deste assunto? Com licença!, Entrei!!!
    Cada pessoa é uma autoridade a ser vista dentro dos seus princípios básicos. Em relação a ensino e cultura de vivenciamos, nós, os humanos, não somos diferentes nas variedades de hábitos de qualquer animal, mesmo que seja o irracional, eles adquirem suas destrezas, e nós do mundo do raciocínio aprendemos valores de berço! *Como mudar uma crença ou um hábito? Certos ou errados, eles estão enraizados dentro do nosso raciocínio. O poder e valor do homem esta dentro daquilo que ele acredita e usa como verdadeiro.
    Ninguém é obrigado a fazer uma universidade, ou escola superior se assim não lhe convier. Por outro lado, é exatamente nisto que consiste vivermos em estado laico, ou seja: precisamos crescer aprender, para termos êxito e facilidade de competição. Nisto, eu acho que a reitoria de qualquer que seja o lugar precisa se adequar no respeito a diferenças de credos e tantas outras coisas.
    Quanto ao competir no mercado futuro, fica por danos e por conta de cada indivíduo.
    Coisas que não podem ser mexidas são: Matérias básicas que interagem diretamente na capacitação daquilo que cada um virá exercer como profissão.

  21. ReaneOliver disse:

    Concordo plenamente como Gustavo. Sou evangélica de berço e dou aulas em uma escola católica. Sempre amei estudar as culturas e religiões e sempre fui e sou muito bem aceita como evangélica. Leio as obras da literatura como um todo, aliás, sou uma amante da literatura e não foi à toa que cursei Letras. Quando aluna, sempre participei de todos os trabalhos da escola, sem nunca me “contaminar”. Nas apresentações musicais, inclusive, eu e minhas amigas evangélicas cantávamos música gospel e todos curtiam. Hoje trabalho em uma escola católica, mas nem por isso me tornei católica, mantenho a minha crença e meu relacionamento com toda a equipe é muito bom, há uma troca de experiências. Me envergonho com os posicionamentos de muitos “crentes” por aí, espero sinceramente que esses casos de extrema ignorância não sirvam para que se generalizem como sendo de todos os adeptos de igrejas evangélicas!

  22. Caroline Santana disse:

    SABE… Não estou tão chocada assim, o Brasil é a grande prova que se um país consegue caminhar a ser uma grande potência com uma população tão ignorante. Eu não sei se tenho pena, nojo, ou se ignoro e peço para não conhecer pessoas desse tipo, porque convenhamos…Uma pessoa que não aceita nem fazer um trabalho, uma pesquisa para explicar sobre uma cultura, imagina com um outro ser humano? Sou Agnóstica, estudo sobre todas as religiões, mesmo não acreditando de fato em nenhuma, minha doutrina jamais perdeu a curiosidade por entender, além de que, quem mais enriquecimento do espírito do que o conhecimento? Quer coisa melhor do que poder falar sobre qualquer assunto, em uma conversa saudável, sem restringir seu círculo social por preconceitos bobos? Acho que o problema não está no colégio, e sim nos pais que abrem essa brecha aos filhos, começar por ser uma escola particular, já haver uma diferença de classe social, e agora se colocando na faixa confortável de “brancos, classe média, cristãos, heterossexuais” … Bom, não tenho muito o que comentar, só divulgarei a reportagem e o blog nas redes sociais, porque estão de parabéns. E quanto a esses meninos/pais eu só tenho a lamentar, e esperar que não eduquem suas gerações futuras com esse pensamento neanderthal. E tenho que concordar com o colega ali em cima, tem brasileiros que são tão ignorantes, que esquecem que viemos de cultura indígena, antes de sermos colonizados os primeiros habitantes acreditavam em Tupã, Xamã, Deus do Sol/Lua/Vento/Fogo, etc… Se não fosse Cabral provávelmente seríamos moreninhos peladões com arco e flexa, fazendo rituais e danças em forma de fogueira, perguntando “wtf is Jesus?” .. rs Aff gente, sério.. Dó

  23. caio disse:

    Apesar de esses jovens não terem conhecimento missiológico e teológico suficiente para abordar essa questão de maneira louvável, eles tiveram acima de tudo a graça de Deus para manterem-se firmes em Cristo, ainda que com uma certa dose de ignorância. Além do mais, se eles fossem somente mais um na multidão, nós não estaríamos discutindo essa questão. Por fim, é importante conhecer e aceitar as influências africanas no Brasil, porque isso ajuda,inclusive, na missão evangelística da igreja brasileira, que é levar Jesus a diferentes naçoes da terra.

  24. Nazareno Diniz disse:

    Quantas mentes brilhantes só pessoas cultas entre professores pesquisadores estudantes e até mesmo um aprendiz de jornalismo fazendo do assunto um petiscos para se apreciar, a exemplo de Carlos Heitor Cony, Artur Xexéo e Viviane Mosé que execraram os jovens sem mesmo ouvirem o que de fato aconteceu onde está o profissionalismo dessas pessoas?

  25. Luana Nonato disse:

    Depois da leitura que fiz no portal G1 e dessa grande grande opinião do Gustavo, fiquei muito triste, ainda mais porque sou aluna da escola. Eu participei de todas as feira que tivemos nos três anos.
    Fiquei muito envergonhada, vendo toda essa repercussão no país todo.
    Fiquei um pouco abalada, quando me disseram resumidamente, que todos aqueles que participaram da feira deste ano irá para o inferno e quem se recusou a fazer “amava mais à Deus do que os outros que participaram”. Isso é coisa que se diga! Ainda mais quem se julga ter muita fé!
    Realmente eu nunca os compreenderei.
    E outra, o candomblé, pelo que eu saiba e já me disseram(pessoas próximas e conhecidas) adoram o Único Deus que existe.
    Eu penso que essa feira é para conhecer outras culturas. E gosto de conhecer novas cultura e chego a estudar outras religiões.
    Mas sou católica, como muito fé.
    E não é uma feira que abalará minha confiança em Deus. Sei que tenho uma Fé forte. Tenho a bíblia e Deus para me orientar.

  26. fulana de tal disse:

    nossa! parabéns gostei muito das opiniões apresentadas. e com isso não poderia deixar de expor a minha opinião, uma vez que sou cristã protestante.
    ao meu ver, não vai te afetar estudar a cultura de outros países e ler, por exemplo um livro que retrate rituais pagãos, até mesmo porque se você quer fazer missões, que nada mais é que evangelizar as pessoas de modo que elas conheçam a bíblia sagrada e que elas aceitem e se convertam ao cristianismo, você DEVE ler esse tipo de livro. não há como você sair para “pregar a palavra de Deus” sem conhecer o lugar onde você fará o mesmo.
    imagine, como é possível você fazer com que alguém aceite a Deus, sem conhecer e consequentemente provar ao sujeito que o deus que ele serve não seria o caminho correto, se você não sabe o porque eles adoram o deus x ou y?
    creio que o missionário precisa de relativismo cultural, assim como todos aqueles que querem pregar a palavra de Deus, e a escola pode ajudar muito nessa questão.
    gostei muito do ato que os jovens fizeram de montar uma barraca sobre missões na África, porém eles poderiam ter conversado a respeito do ato e ter abordado (embora não tenha sido citado na reportagem, mas presumo o que digo) a cultura desses povos e ter falado do como elas precisam de ajuda e em como Deus pode ajudá-las.
    esses alunos não teriam problemas se não concluissem que para pregar o Evangelho é necessário conhecimento, até memso porque existem muitos países que não permitem que o cristianismo seja pregado.
    faltou dissernimento e sabedoria da parte dos alunos, o que novamente passou uma má impressão de nós que somos cristãos, onde subentende-se que somos fanáticos e de certa forma ignorantes, que somos e talvez até gostamos de ser alienados, o que nunca foi e nunca será uma verdade.
    conselho aos cristãos: orem e peçam dissernimento à Deus, para que não sujemos o nosso nome como igreja na terra e principalmente o nome daquele que tudo pode, tudo sabe e tudo vê.

  27. Cristiane disse:

    Fazer um trabalho escolar nao e, com certeza, adoração alguma. E as pessoas que estudam religiões ? O que seriam ? A crença e algo que você pratica de coração, no seu dia a dia e nao um simples trabalho escolar que durara alguns dias, nao haverá pratica da religião, apenas um estudo. Nao rezara aos deuses dos índios ou dos negros, nao praticara cultos.

    O que os estudantes fizeram nao foi de certa forma uma falta de respeito ?! Desrespeitaram a professora e o cronograma do governo (sim porque ela nao deu a matéria de alegre, mas porque esta no programa de estudos, que e o governo quem decide), houve ainda desrespeito sendo preconceituosos, pois recriminaram o tema de dois povos muito importantes na constituição do Brasil e talvez ate mesmo da família deles.

    Sinceramente nao acho legal o que fizeram, poderiam pelo menos ter conversado com a professora para abordarem alguma outra questão que nao a religião, dizendo que tratava-se de um assunto delicado para eles, pois nao sabiam ate que ponto aquilo seria pratica da religião.

    Mas mais uma vez quando temos aula de educação sexual nao estamos praticando necessariamente, quando temos aula de educação moral e cívica nao estamos sendo bons cidadãos simplesmente porque fazemos trabalhos a respeito ou estamos ? :)

  28. Jujous disse:

    “A proposta do projeto escolar não é “converter” ninguém às religiões africanas ou, quiçá, ao homossexualismo.”

    Ótimo texto, mas “homossexualismo” não, né? O termo é “homossexualidade”.

    O sufixo “ismo” é usado para designar doenças e ideologias, e seu uso passa uma ideia errônea de que a homossexualidade é um desses dois.

  29. Kelly Hita disse:

    Esta matéria é amplamente discutível, mas vai aí uma breve analogia e reflexão p os protestantes de plantão.
    Deus deu ao homem o livre-arbítrio, p q cada um decida o q bem quer de sua vida. Se Deus como ser supremo e que é aquele quem nos dá e pode tbém tirar o q quiser e qdo bem entender respeita àquilo que ele mesmo proporcionou aos homens, será q ja ñ passou da hora de vcs tbem respeitarem as escolhas e o espaço de cada um?
    Como Cristã, eu tbem concordo q todos devemos ser missionários e fazer a nossa parte no processo de evangelização, afinal, Cristo pediu q fossemos “pescadores de homens”, entretanto, tbém pediu p q obedecêssemos o seu maior e principal mandamento: amar a Deus sobre todas as coisas (quem ama verdadeiramente a Deus respeita suas decisões – livre-arbítrio – lembra? E amar ao proximo como a si mesmo, ou seja, respeitar as decisões e o espaço do próximo, faz parte desse amor.
    Agora o que muitos protestantes fazem é radicalismo, imposição e, de certa forma, um tipo de nazismo protestante, e essas atitudes só levam a uma posição descriminatória, pois, assim como os protestantes ñ gostam q falem mau de sua religião, eles devem ter a mesma empatia e ñ fazer o mesmo c a religião dos outros, pois se querem mesmo converter aos irmão q eles dizem q amam, devem usar a inteligência e o exemplo bíblico de Paulo qdo converteu os gregos pregando o culto ao Deus desconhecido, usando a conversão pelo amor e ñ pelo ataque e desrespeito, pois estão ferindo a crença e o sentimento dos outros. O próprio Deus disse q há tempo p todas as coisas ñ é? Se for da vontade do Pai, tudo irá acontecer na hora certa e da melhor forma.
    P finalizar, apenas mais uma última consideração p aqueles que acham q td é adoração e culto a outros deuses ou “coisas”, sei lá, pois se um trabalho escolar q deveria nos enriquecer, trazendo conhecimento sobre outras culturas e servir de ponte p aprendermos a amar mais ainda a obra de Deus e a apreciar e respeitar a diversidade e riqueza cultural q Ele nos deixou, o que dirá do resto, tem uns aí que acham que até festa de aniversário é adoração. Aff. Mas atenção, esse recado e apenas p os radicais e “adoradores” de plantão. Um conselho: parem de assistir tv e navegar na internet, principalmente no facebook e twiter, pois vcs estão sendo adoradores dos meios de comunicação. Estão vendo como e ruim ser apontado? mais é fato, pois muitos perdem mais tempo curtindo e compartilhando críticas do “salve Jorge” do que difundindo o amor ao próximo e passam mais tp adorando/navegando na net do que prestando culto a Deus ou praticando a caridade no mundo. Doeu né? Pq vcs ñ gastam suas energias fazendo algo realmente útil? Escolham um bom politico, cobrem atitudes positivas dos mesmos, plantem uma árvore, não joguem ou recolham um lixo na rua, ajudem a preservar o meio ambiente de alguma forma, se engajem em algum projeto social, preguem e pratiquem o amor e a caridade, faça a sua parte, pouco ou muito, se cada um fizer um pouquinho, pode se tornar algo grande, e tenho certeza q Deus se alegraria muito mais c isso.